Publicado em Durante², Segunda Vez: Holanda, Viagens²

Viagem: Itália e Alemanha (Parte 1)

Quarta – 15 de Fevereiro de 2017

Querido Diário,

Essa viagem foi feita em Agosto de 2014, quando eu tive 3 semanas de férias. Durante duas semanas eu fiquei viajando direto e passei pelas cidades: Roma, Florença, Veneza e Milão (na Itália) e também Wallhausen, Crailsheim, Munique, Langeburg, Rothenburg e Heidelberg (na Alemanha). Pela Itália eu viajei com minhas amigas Bárbara, Marília e Gheysa. Na Alemanha eu fiquei hospedada na casa da minha amiga Lea, que eu conheci quando fui au pair nos EUA, e também tive a companhia da minha amiga Vitória, em Munique. Então tá, vou tentar não contar muitos detalhes inúteis.

A Bárbara dormiu na minha casa em Eindhoven e nós viajamos de lá pra Roma pela Ryanair, dia 02 de Agosto (sábado). Chegamos à noite em Roma e, do aeroporto, pegamos um ônibus da Terravision que nos levou até o centro da cidade. A gente não conseguiu descobrir como fazia pra comprar o bilhete pra usar o transporte público e achamos que a gente devia pagar dentro do ônibus, como fazemos aqui no Brasil. Mas, quando entramos, não tinha ninguém pagando nada pra ninguém, muito menos mostrando algum tipo de bilhete ou passagem. Acabamos andando de ônibus sem pagar. Só seguimos as pessoas, entramos e sentamos. Ou melhor, ficamos em pé, porque não tinha onde sentar. Depois que descemos, caminhamos até a casa do nosso host. A gente “alugou” um quarto pelo site da Airbnb. A Marília e a Gheysa já estavam lá.

No dia seguinte, domingo, como ninguém tinha passagem ou sabia onde comprar, acabamos andando de ônibus de graça de novo. Fomos até o Vaticano e pensamos em entrar no museu, mas estávamos todas de short e camiseta e só pode entrar lá vestindo roupas que cubram os ombros e joelhos. Fomos então andar pelas redondezas mas, como foi bem aleatório, não sei nem pelo que passei ou o que vi. A gente foi andar só pra passar o tempo, pois ouvimos falar que o Papa ia fazer uma aparição às 12h (naquela época, ele aparecia todo domingo e quarta nesse horário). Eu não sou católica, mas não podia deixar passar a chance de ver O PAPA! Foi bem legal, apesar de não ter entendido quase nada do que ele falou.

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De lá, pegamos um ônibus lotado e fedido (e de graça de novo) pra ir pra mais perto das atrações principais de Roma. Almoçamos num Subway onde tinha wifi de graça, mas precisava consumir pra ter acesso à senha, e fomos andar. Passamos pelo – que eu só descobri depois – Altare Della Patria, também conhecido por Monumento Vittorio Emanuele, que foi construído em homenagem ao primeiro rei da Itália. Passamos pela estátua de Júlio César e chegamos no Coliseu, que tava com uma parte em reforma. No caminho até o Coliseu tinha muita gente vendendo lembrancinhas e souvenirs. Só ficamos pelo lado de fora, então não sei quanto custa o ingresso pra entrar, nem se pode ser comprado na hora. Por ali tem também um outro monumento chamado Arco di Constantino e tinham muitos homens vestidos de soldados/gladiadores, mas você precisa dar dinheiro pra tirar uma foto deles ou com eles. Como estava muito, muito quente, a gente encerrou o dia relativamente cedo e voltou pra casa. Antes paramos pra comer pizza.

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No dia seguinte, 04 de Agosto (segunda), voltamos pro centro e achamos, por acaso, a Piazza de Spagna, onde tem uma escadaria famosa que foi construída pra ligar à praça à Igreja Trinità dei Monti (que estava em reforma). Daí fiquei andando sozinha com a Bárbara pelo resto do dia, pois Marília e Gheysa foram pro museu do Vaticano (na época o ingresso tava 20 euros e podia ser comprado online). Achamos a Piazza Navona e passamos por várias outras piazzas também (praças) e fontes. Fomos até a Fontana di Trevi, que também estava em reforma (parece que a cidade inteira), então foi mesmo que nada. Daí achamos uma loja bem legal de brinquedos de madeira chamada Bartolucci, onde tinha um “Pinóquio” pra você tirar foto com sua cabeça no lugar da dele. De lá fomos até o Panteão, que foi nossa última parada do dia.

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Na terça, a Bárbara saiu bem cedo pra Florença com uma carona que conseguiu pelo Bla Bla Car. Eu e as outras meninas saímos depois e conseguimos carona com nosso host até a estação Termini. A gente ainda não tinha transporte pra Florença (apesar do hotel já estar reservado), então passamos um tempo mexendo naquelas máquinas de autoatendimento procurando um horário com um preço razoável. Acabou que saiu mais barato comprar uma passagem válida pra 3 pessoas, ao invés de 3 passagens separadas.

Em Florença, pegamos um ônibus da estação até o hotel (Hermes), onde nos encontramos com a Bárbara, e aí saímos pra andar (bem aleatoriamente) pela cidade. Passamos por várias pontes, uma estátua de um javali (acho) e uma rua que tinha uns bonequinhos pendurados nas paredes dos prédios. Andamos até depois de escurecer e aí voltamos pro hotel.

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Na quarta, fizemos o check out e fomos deixar nossas coisas em armários na estação. A gente já tinha hotel em Veneza, mas também não tinha passagem, então compramos uma de ônibus pra lá, pela Eurolines. Fomos andar mais (aleatoriamente) pela cidade e o único canto pelo qual passei que sei o que era é o Duomo, que é a catedral. Uma coisa que eu achei interessante é que várias placas de trânsito pela cidade tem uns desenhos, que não sei se já foram colocadas assim ou se alguém as modificou depois.

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Depois de almoçar, voltamos pra estação pra pegar nossas coisas e fomos pegar um ônibus pra ir até o local de parada da Eurolines. Não sei se tinha outro lugar melhor pra pegar esse ônibus da Eurolines mas, quando chegamos no canto, quase não acreditamos que aquele seria o local correto. Porque era tipo.. na beira da estrada. Pra completar, tava cheio de mosquito lá, então a gente não podia nem sentar pra esperar, tinha que ficar em pé e se mexendo o tempo todo pra assustar os mosquitos e evitar ser picada (imagine aí uma pessoa andando de um lado pro outro e sacudindo braços e pernas). Pelo menos tinha mais pessoas por lá e a gente não tava abandonada no meio do nada.

Ainda passaram dois ônibus antes de chegar o nosso. Chegamos em Veneza, lado Mestre, por volta de 20h40. O motorista perguntou se era lá mesmo que a gente ia descer ou se iríamos até o outro lado, Santa Lucia, e a gente não tinha a menor ideia. Na duvida ficamos por lá e, por sorte, era o lado certo. Paramos num hotel pra pedir informações e, assim que começamos a andar, já começamos a sentir os mosquitos (eventualmente a gente comprou um repelente). Ficamos hospedadas no Nuova Locanda Belvedere, onde tava cheio de mosquito também. O recepcionista era meio doido e ficava matando os mosquitos com aquelas “raquetes” elétricas. Depois ele nos colocou no quarto errado (já tinha gente lá), mas no fim deu tudo certo. E não tinha mosquito dentro do quarto.

Voltarei com mais posts sobre o resto da viagem. Mas fiquem com essa dica: não viajem pro sul da Europa durante o verão e, se viajarem, comprem repelente, use roupas leves e ande sempre com água, porque realmente fica MUITO quente. E olha que eu moro no Ceará. Podem aproveitar e abusar do gelato também.

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