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Visto de Turista: Consulado

Quarta – 04 de Dezembro de 2013

Querido Diário,

Comecei falando aqui sobre o visto de turista que eu queria tirar, e aqui já falei sobre a minha ida ao CASV. Hoje eu vou falar sobre a minha ida ao Consulado. Lembrando que, quando eu decidi marcar pra tirar o visto, tinha até um bocadinho de datas disponíveis, mas eu só marquei pra duas semanas depois porque foi quando eu achei passagem de avião mais barata.

Mas então, fui no CASV numa quarta à tarde, dia 27 de Novembro, e marquei minha entrevista no Consulado pra sexta de manhã, dia 29 de Novembro (aniversário da minha amiga Thicy, parabéeeens de novo!). A entrevista estava marcada pras 10h da manhã e, apesar da gente saber que eles marcam várias pessoas pro mesmo horário, quando eu fui no CASV eles me deram um papelzinho que dizia que bastava chegar no Consulado com 15 minutos de antecedência.

Eu não confiei muito nisso (eu nunca confio) porque eu tinha tido a desagradável experiência de tirar o visto de Au Pair antes da mudança do processo. Quando eu fui em 2011, cheguei bem mais cedo lá e já tinham formado várias filas do lado de fora. Pra não arriscar, eu resolvi chegar uma hora mais cedo. Como eu já disse antes, o trânsito de Recife é horrível, então planejem direito seu tempo. No Google Maps, dizia que da onde eu estava pro Consulado, era pra dar 8 minutos de carro (eu fui de táxi). E aí dizia embaixo que no trânsito atual (do horário que eu estava conferindo) era pra demorar 16 minutos. Na verdade demorou 30 minutos. Tudo por causa do trânsito.

Eu já sabia que ia demorar mais ou menos 30 minutos pra chegar lá porque tinha passado de ônibus por lá no dia anterior. Saí então às 8h30 da manhã e cheguei no Consulado às 9h em ponto. E já tomei um susto. De dentro do carro mesmo eu já pude reparar que NÃO TINHA NINGUÉM DO LADO DE FORA! Não tinha nenhuma fila. Eu fiquei abismada. Era meu dia de sorte? Tinha alguma coisa errada? E eu que já tinha até planejado de chegar perguntando qual era a fila das 10h..

Então, estou enrolando muito. No portão tinha um guardinha e uma moça que trabalhava lá. Cheguei perto e eles já perguntaram logo qual era o meu horário. Quando eu disse, o guardinha falou que eu já podia entrar. E eu ainda super admirada da coisa toda. Antes de entrar a moça conferiu meu Passaporte e confirmação do DS-160.

E, na verdade, depois disso eu nem entrei. Mandaram eu ficar do lado de fora da porta e esperar. Daí veio uma guardinha, abriu uma brechinha da porta (que é de vidro – se duvidar, blindado) e pediu pra ver meu Passaporte. Depois que ela conferiu lá é que ela abriu a porta toda e deixou eu entrar. Passei por aquele detector de metais (tipo os de aeroporto), e todo mundo foi muito simpático comigo. Só me perguntaram se eu estava com celular ou com moedas no bolso. Não tinha nem celular, nem moedas. Foi rapidinho. Entrei também com meu relógio digital (não sei porquê fiquei encucada que não podia entrar com relógio, mas pode) e também tinha dois pacotinhos de bolacha tipo Club Social na minha pasta com documentos. Não sei se não tem problema entrar com isso ou se eles só não viram mesmo.

Enfim, saí de lá e segui pra outra salinha, que fica depois do “pátio” onde estão as cadeiras pra galera sentar e esperar. Uma moça me recebeu do lado de fora e pediu pra eu entrar e entregar meu Passaporte e DS pro carinha sentado na mesa. Ah, todo mundo que falou comigo me perguntou se eu estava sozinha ou com família. E o carinha da mesa perguntou se era visto de turista que eu estava tirando. Ele ficou com o Passaporte e me devolveu o DS. Saí então pra sentar nas cadeirinhas.

Isso tudo foi muito rápido também. Não sei se é porque no dia não tinha muita gente ou se foi a mudança no processo que realmente facilitou as coisas. Eu achava que ia ser somente chamada às 10h, que era meu horário, daí sentei e fiquei lendo um livro que levei. Mas às 9h35 já chamaram meu nome. Fiquei admirada novamente.

Levantei logo e fui a primeira da minha filinha. Tinha eu e mais umas 5 pessoas acho. Disseram pra gente aguardar e entregaram nosso Passaporte de volta. Também disseram pra não perguntar pro cônsul sobre como o Passaporte vai ser entregue, porque ele não tem essa informação e porque isso foi escolhido no momento do agendamento. É meio óbvio isso, mas se eles falaram isso é porque ainda tem gente que faz essa pergunta.

Uma pessoinha nos levou lá pra dentro onde ficam as cabines com os cônsul. Levaram todo mundo pra um lado e depois chamaram as duas primeiras pessoas da fila pra ir pro outro lado. Eu e a pessoa atrás de mim, no caso. Na minha frente uma mulher já estava sendo entrevistada. A entrevista dela foi bem rápida, ela estava tirando o visto de turista e o marido dela já tinha o dele. Perguntaram pra ela se ela já tinha viajado pro exterior, ela disse que era a primeira vez. Também lembro que perguntaram o que ela fazia e o que o marido dela fazia. Ela disse que ele era tipo dono de um restaurante. Perguntaram até que tipo de restaurante. Era de pizza!

E aí chegou a minha vez. Eu gostei do cônsul, ele tinha cara de legal e foi simpático comigo. Começamos falando em Português, eu dei bom dia e entreguei meu passaporte e DS pra ele. Vou colocar aqui as coisas que eu lembro. Lá pela metade a gente passou a falar em Inglês.

  • Cônsul: Pra onde você vai?(Eu não entendi o que ele disse e pedi pra repetir)
  • Eu: Pra Carolina do Norte.
  • Cônsul: Por que Carolina do Norte?
  • Eu: Porque eu fui Au Pair lá e quero ir visitar a minha Host Family.
  • Cônsul: Quando você foi Au Pair?
  • Eu: De 2011 até esse ano, 2013.
  • Cônsul: Foi bom?
  • Eu: Foi, muito bom!
  • Cônsul: Então você fala Inglês?
  • Eu: Sim.
  • Cônsul: Podemos falar em Inglês? (Já perguntou falando em Inglês, acho).
  • Eu: Sim.
  • Cônsul: Quantas crianças tinha a sua Host Family?
  • Eu: Duas. Dois meninos.
  • Cônsul: Em quê os pais trabalhavam?
  • Eu: A mãe é… e o pai é…
  • Cônsul: Quando você voltou?
  • Eu: Esse ano, em Julho desse ano.
  • Cônsul: Quando você quer ir pra lá?
  • Eu: Por volta de Março.
  • Cônsul: E quanto tempo você quer ficar lá?
  • Eu: Umas duas semanas.
  • Cônsul: Quem da sua família mora aqui (no Brasil)?
  • Eu: Minha mãe, meu pai… todo mundo.
  • Cônsul: Então ninguém mora lá?
  • Eu: Não, todo mundo mora aqui.
  • Cônsul: Você trabalha?
  • Eu: Eu sou professora, professora substituta (uma pequena mentirinha, depois explico).
  • Cônsul: Onde você trabalha?
  • Eu: Numa creche, escola.
  • Cônsul: Você está estudando?
  • Eu: No momento não. (Digita, digita, digita)
  • Cônsul: Seu visto foi aprovado.
  • Eu: Thank you!
  • Cônsul: Mas você precisa lembrar que você não pode trabalhar com esse visto, pois é de turista. Eu sei que você pode ficar tentada a trabalhar pra sua Host Family, mas não é permitido e você não pode receber dinheiro deles. (Balanço a cabeça concordando)
  • Eu: Ok. Thank you.

E foi isso. A minha pequena mentirinha é que eu não estou trabalhando, mas eu substituí umas amigas algumas vezes em uma creche-escola onde elas trabalham. Daí eu pedi uma declaração da creche dizendo que eu tinha trabalhado lá e os dias e tal, só em caso o Cônsul quisesse alguma prova. Então eu realmente trabalhei como professora substituta, mas eu não sou A professora substituta oficial do local e tal.

Os únicos documentos que eles olharam foram só o Passaporte mesmo e a confirmação do DS. Mas eu também levei a declaração da Creche, comprovante de residência, carta-convite da minha Host Mom, extrato dos últimos 3 meses da minha Poupança, e o recibo do pagamento do visto. Acho que só.

Lá no Consulado foi tudo muito rápido também (assim como no CASV). Entrei às 9h né, uma hora antes do que eu tinha marcado, e às 9h45 eu já estava saindo de lá. Quando eu saí tinha algumas pessoas numa mini fila pra entrar, mas era tipo, umas 5 pessoas só.

Agora é só esperar o meu Passaporte chegar e aparecer uma promoção bem supimpa de passagens pros EUA. =)

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Autor:

Viciada em intercâmbio, professora de Inglês, estudante de Letras e dona de uma cachorra chamada Yuki. Uma daquelas que escreve, acumula livros e nunca ganha sorteios.

2 comentários em “Visto de Turista: Consulado

  1. Ebaaaa…mto feliz por vc… eu tive mto azar, acho q ñ era pra ser 😦 pq eu ia voltar pra ficar com minha HF, mas eh claro q eu ñ disse isso pra eles, e as perguntas foram quase as mesmas…Vc ainda esta pensando em ser AP na Holanda, ou vai voltar pra sua HF?

    Parabens 🙂

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