Publicado em Pós-Au Pair, Primeira Vez: EUA

Pós-Au Pair: No Brasil

Terça – 16 de Julho de 2013

Querido Diário,

Pra quem ainda não reparou, eu tento dividir os posts que eu escrevo aqui no blog em categorias, pra ficar mais fácil as pessoas acharem as coisas. E esse vai ser o meu primeiro post na categoria Pós-Au Pair. Mas ainda terão outros posts na categoria Durante, já que eu estou devendo um bucado contando sobre as minhas viagens.

Sim, sim, já estou em casa. Mas ainda não estou com disposição pra contar como foi toda a confusão da minha volta, então vou só postar um texto bem massa que tá rodando pelo mundo au pairiano, só pra não ficar sem dar sinal de vida por muito tempo. Esse texto eu vi no Facebook de outra au pair, que viu postado no grupo de Au Pair no Facebook, daí eu fui procurar a origem e achei postado também no O Blog das 30 Au Pairs. Aí vai:

“Essa vida de intercâmbio é bem parecida com uma montanha-russa! Primeiro você fica olhando de longe, tentando decidir se vai ter coragem ou não de ir… Aí você pega opinião de quem já foi e escuta histórias que te animam e outras que te desanimam e seria melhor nem ter escutado. Então, quando você resolve arriscar, porque entende que nunca vai viver emoção parecida com aquela se não topar, você espera um tempão numa fila, antes de finalmente conseguir embarcar. Nesse tempão, sua ansiedade aumenta e você até pensa em desistir! Onde já se viu você estar pagando pra entrar e ainda ter que esperar tanto?! Podia estar fazendo outras coisas, gastando sua energia de outras formas. Aí, tem que escolher o lugar em que vai estar durante aquela aventura. Mas, muitas vezes, não é o lugar que você queria! Alguém na sua frente deu mais sorte que você. Mas tudo bem! Mesmo assim, você vai… Quando finalmente chega sua vez, você reza! Porque percebe que daí pra frente, só Jesus na causa pra te ajudar, já que não dá mais pra pular fora. No começo, é muita informação pra sua cabeça e você acha que vai explodir! Porque ninguém consegue assimilar tanta coisa naquela velocidade toda. Aí você se pergunta “como eu vim parar aqui?”. Aí você vai subindo, subindo, vai dando aquela sensação gostosa, você dá risadas incríveis, sorri pra câmera que está sempre registrando cada momento que você passa ali e de repente, o negócio pára. Aí você percebe que o bicho vai pegar! E talvez você não era tão corajosa quanto imaginava. Talvez seria melhor não ter ido, e escutado a mãe que te questionou “vai correr esse risco?”. E bate o medo! Mas aí é tarde demais… Você já está lá e não tem mais pra onde fugir. Se bem que se conseguisse sair antes de piorar, se tivesse um jeito de conseguir escapar… No, never mind! Isso não ia prestar. Você não pode desistir depois que já chegou tão longe! Só tem um jeito: segura na mão de quem estiver do seu lado, sendo cúmplice naquela jornada insane, e vai. Vai com tudo! Pensa no que te fez chegar até ali: a sede por novas emoções, a busca por algo que você nem sabia o nome, a fuga daquela vida parada que já não estava te acrescentando nada… E vai! Rezando pra que dê certo. Rezando pra que não se arrependa. Rezando pra que sua amiga não te decepcione e solte sua mão, porque se isso acontecesse você não ia saber o que fazer. Bem lá de cima, você escuta um choro. Você escuta gente falando “pára isso que eu quero descer”. Mas você não desce. Você repete pra si mesmo “se tantas pessoas conseguem, porque que eu não iria conseguir?”. Aí você vai. Fecha os olhos, pede pra tudo isso acabar logo e vai. No meio daquela descida radical, você xinga! Fala palavrões que você nem sabia que existia, em outra língua até, e vai. Se questiona por que tinha que sair de casa para passar por isso, mas vai. Perde o fôlego, mas vai. Continua descendo porque sabe que foi você quem quis estar ali in the first place! Ninguém te obrigou… Até te falaram que ia ser difícil. Mas caramba, por que ninguém falou que ia ser assim, tão difícil?! Muita falta de sacanagem. Mas agora é tarde… E aquela descida acaba. E você continua sua aventura aliviada! Porque depois da tempestade sempre vem a calmaria, né? Então você aproveita o passeio. Vê coisas incríveis e sabe que a câmera não vai ser capaz de capturar tudo aquilo. E deseja que os seus olhos pudessem tirar fotos! Porque só assim aqueles que não embarcaram com você vão conseguir ter uma noção do que você está vivendo. Uma vaga noção, né? Porque só quem foi sabe realmente como é… Mas seus olhos não tiram fotos, infelizmente. E aquelas pessoas vão ter que acreditar na sua palavra quando você lhes contar. Mas, ah! Vão faltar palavras pra descrever o que você está vivendo… É que você está vivendo muita coisa ao mesmo tempo! Aí, quando você pensa que já viu tudo, que já se adaptou e dali pra frente vai tirar tudo de letra, acontece algo totalmente inesperado, aquele negócio faz uma virada brusca, tira seu cabelo do lugar, a câmera te pega num ângulo que não te favorece, e quando você percebe, você está de cabeça para baixo! Aí você se lembra de uma autora que disse que quando a vida a virou do lado avesso, ela percebeu que o avesso era o lado certo… E você começa a desconfiar que, no seu caso, talvez de ponta cabeça seja seu lado certo! E de repente, a montanha-russa para. E quando para, você tem vontade de gritar “eu quero bis!”. Mas já é tarde… Não dá mais. E você desce. De pernas bambas, lágrimas nos olhos, com os pensamentos confusos e o coração carregando sentimentos contraditórios – tão bons e tão ruins… Aí você olha pra trás, lembra de tudo que viveu e tem então a certeza: foi difícil, você sofreu, teve uma hora (ou várias horas) em que se arrependeu, mas no final você sobreviveu, valeu a pena e você faria tudo de novo! E de novo.”

[Texto de Karolyna Junqueira]

E quem é intercambista vai se identificar bastante com esse texto. Parabéns mesmo pra autora, que conseguiu transmitir tudo aquilo que a gente sente em palavras. E eu já virei fã de montanha-russa.

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