Publicado em Au Pair, Durante, Primeira Vez: EUA

3 Meses nos EUA

Segunda – 12 de Dezembro de 2011

Querido Diário,

Hoje fazem 3 meses que cheguei aqui nos EUA. Fim.

Não sei o que escrever nesse post, decidi escrever porque é “aniversário” de 3 meses, mas também não sei sobre o que falar. Acho que vou então falar de coisas num geral sobre minha vida aqui. Depois ainda vou fazer um post falando sobre o meu Schedule.

So.. 3 meses, ein. Não foi difícil pra mim me adaptar. Nada foi realmente difícil até agora. É tudo questão de hábito, costume. Então o lance foi só se acostumar a fazer as novas coisas que foram surgindo. Coisas como dirigir (1), preparar comida (2), fazer as tarefas domésticas (3).

(1) Em relação a dirigir: eu tenho carteira de motorista desde 2008 acho, mas nunca dirigi com frequência. Depois que me inscrevi no programa de au pair que eu comecei a dirigir mais. Ainda assim era pouco, tipo duas vezes por semana.

Além de eu não ter o costume de dirigir, eu nunca tinha dirigido um carro grande. O carro que eu dirijo aqui pra levar os meninos pros cantos é um Ford Flex. O fato dele ser automático facilita. Nunca tinha dirigido um carro automático, mas é realmente muito simples: basta ter um pé disponível (o direito, de preferência). Daí é só colocar em R pra dar a ré ou em D pra ir pra frente, depois disso é só acelerar e frear. Pronto! E não precisa se preocupar com ladeiras, porque ele não escorrega =)

Me acostumei tanto com o automático, que quando fui dirigir um manual, eu simplesmente ESQUECI que a embreagem existia. Sério mesmo. Fiquei lá tentando ligar o carro e passar as marchas sem usar a embreagem, foi lindo. Ah! Aqui a gente precisa pressionar a embreagem ANTES de ligar o carro, senão ele não liga. Tem isso nos carros no Brasil não, tem? Não lembro de fazer isso não hehe

Mas então, depois de me acostumar com um carro grande e automático, eu tive que me acostumar com as ruas. Jacksonville é bem pequena e bem tranquila, então não é difícil dirigir por aí. Normalmente as ruas são um pouco mais largas e não tem muito tráfego. Piece of cake. O problema agora é que eu me acostumei a dirigir só com uma mão e nas ruas com poucos carros e com uma grande velocidade, quero ver como vai ser quando eu for dirigir por Fortaleza!

 (2) Preparar comida: ahhhh comida! Uma coisa que eu adoro =) Então, eu não sei cozinhar at all. No máximo eu invento umas coisas doces e engordativas e preparo uns lanches, que todo mundo sabe fazer. Ah e frito ovo! Pronto. Mas não saber cozinhar não foi impedimento pra mim aqui. Primeiro porque as coisas são trocadas, tipo: no almoço eles fazem tipo um lanche e é no jantar que eles comem a “comida de verdade” mesmo. O jantar é a refeição principal e a minha host mom gosta de cozinhar, então eu não preciso me preocupar com isso.

 (3) Tarefas domésticas: eu, como boa filha, sempre ajudei minha mãe nas tarefas de casa. Pfff mentira mais imunda! Sempre fui uma desgraça até pra ajeitar meu quarto. Essa era uma das coisas que tava me preocupando antes de vir pra cá. Mas no fim nem foi tão complicado, porque minha host mom me mostrou como fazer as coisas direitinho. Apesar de algumas coisas serem mais detalhadas (tipo na limpeza do banheiro), eu peguei tudo rapidinho. Sou demais, né não?

Não tem muito o que fazer aqui na verdade. Como os meninos são grandinhos, eles fazem um bocado de coisas por si só. Então não sobra muito para a minha pessoa fazer. O que eu acho uma beleza.

Além dessas coisas novas e maravilhosas que eu aprendi (e me acostumei) a fazer, vamos falar um pouco das coisas não relacionadas ao trabalho.

Normalmente, quando eu viajo, eu me torno mais aberta às coisas. Eu ajo diferente e tenho vontade de fazer coisas diferentes (hábito esse que eu pretendo levar de volta pra Fortaleza dessa vez). Eu meio que sinto que tenho que ver as coisas e fazer as coisas mesmo que não pareçam tão interessantes, mesmo que eu tenha medo, mesmo que eu nunca na vida tenha pensado em fazer isso.

Foi assim que eu acabei indo a um bar country (coisa que eu nunca pensei em fazer + coisa que não parecia muito interessante – mas foi MUITO divertido), viajei sozinha em um carro alugado (coisa que eu nunca pensei em fazer + coisa que deu medo fazer) e tomei banho de banheira (coisa que não parecia muito interessante – e nem é! Pelo menos pra mim hehe).

Mas isso é bom porque faz com que eu tenha experiências. E esse foi o motivo principal que me trouxe aqui pra ser au pair. Eu quero ter o máximo de experiências possíveis, de todo tipo. Eu quero aprender, eu quero conhecer, eu quero mudar e, principalmente, quero me tornar uma pessoa melhor (brega? Nhé.. mas é verdade, eu admito).

É engraçado como essas coisas, e o tempo, fazem você ir ganhando uma consciência maior sobre as coisas e sobre si mesmo. Você realmente vai se conhecendo melhor. Você vai mudando hábitos. E você vai querendo carregar esses novos – e bons – hábitos.

Já disse que tenho vários planos de coisas que eu pretendo fazer quando voltar pra Fortaleza? Um deles vai deixar minha mãe bem feliz: é organizar um Schedule pra todo mundo ajudar nas tarefas domésticas. Meu irmão que não vai gostar muito disso.

Em relação ao inglês, ele melhorou uhuul. Ainda não tá aquelas coisas todas né, mas to sempre aprendendo alguma palavra nova e passo menos tempo pensando no que eu quero dizer.

Das coisas que eu já fiz: dirigi um carro grande, automático, sozinha, à noite (tudo junto e misturado); tomei banho de banheira; aluguei um carro e viajei sozinha; fui a um bar country, dancei um pouquinho e falei com pessoas (olha aí eu deixando de ser anti social, será?); comi comida chinesa, japonesa, mexicana, italiana (diferente das que eu já tinha comido antes); fui pra uma festa de halloween; fui a um aquário; fui a um jogo de futebol americano; participei de um jantar de Thanksgiving; participei da parada do Veteran’s Day; e dancei num jogo de wii.

E ainda tem mais por vir!

p.s. pra quem não sabia o que escrever, escrevi até demais, ein?

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Autor:

Sou uma daquelas que escreve, apesar de não me considerar uma escritora. Sou viciada em intercâmbios, professora de Inglês, estudante de Letras e dona da Yuki.

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