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Viagem: Recife 2011 (Parte 2)

A Entrevista (Quinta)

Hoje o dia começou cedo. Acordei às 7h com um susto e o celular despertando. Daí fui pegar minha roupa e tomar um banho pra me arrumar pra ir pro consulado. Quando saí do banheiro o Zimba já estava acordado. Fomos então comer alguma coisa de café-da-manhã (aka torrada com patê e cappuccino). Eu já tinha marcado com o Gilson pra ele me pegar às 8h30. A minha entrevista estava marcada pras 10h, mas por via das dúvidas eu quis chegar cedo, pra evitar qualquer imprevisto.

Cheguei então no Consulado umas 9h15. Daí eu fui me informar com um segurança sobre o tal do envelope do Sedex. Algumas meninas tinham me dito que precisava comprar antes nos correios e levar pra lá e outras disseram que lá no consulado tinha. Falei com o segurança e ele disse que podia comprar lá dentro.

Daí o Gilson foi embora e ficou de voltar às 11h com o Zimba pra gente ir almoçar. Isso porque eu tava crente que 11h já estaria fora dali né. Mas tudo bem. Então peguei uma fila lá que estava formada do lado de fora do consulado. Depois eu percebi que não era uma fila só, eram 3. Uma era pro pessoal que tinha marcado a entrevista pra 9h, outra era a de 10h e outra a de 11h. Daí eu fui pra fila certa e esperei.

Tava um solzão e eu acho que quase bronzeio nessa hora. Tinha uns caras vendendo sombrinha pras pessoas, mas eu preferi torrar no sol mesmo. Daí depois apareceu uma moça do consulado pra conferir os documentos e riscar nosso nome na lista.

Fiquei na fila de 9h15 até 10h35 que foi a hora que eu entrei no Consulado. A primeira sala tinha uns seguranças e um detector de metal. Não pode entrar no Consulado com nada de eletrônico, nem fósforo ou isqueiro. Daí passei por essa sala e fui pra outra, entregar meus documentos e passaporte. Nessa sala que eu recebi a minha senha pra entrevista.

Depois daí foi mais espera. Comprei o envelope do sedex e preenchi. Conheci um povo de Fortaleza que tava lá também e esperei e esperei. Quando foi mais ou menos 12h15, a minha senha foi chamada, junto com mais umas 20. Daí entramos todos pra uma outra salinha – que tava com um ar condicionado congelante – e advinha? Esperamos mais!

Parece que tinha só duas Consulesas (?) atendendo o povo. Mas até que tava rápido e todos os que eu vi tiveram o visto aprovado, porque eles saíam direto pra pagar a taxa do sedex. E só paga a taxa quem tem o visto aprovado, pra poder receber o passaporte em casa.

Daí na minha vez eu tava tão cansada, com tanto sono e tédio, que quase deixo passar. Mas aí percebi que era a minha vez e fui correndo. A Consulesa foi bem simpática comigo e a minha entrevista foi toda em inglês (algumas entrevistas começam em português e depois passam pro inglês).

Daí foi mó tranqüilo. Ela ficou olhando pra mim o tempo todo (algumas meninas disseram que os cônsules nem olhavam pra elas, ficavam só digitando no PC). Pareceu uma conversa mesmo. Só fiquei preocupada quando ela perguntou sobre a minha experiência com crianças, porque ela fez uma cara de que foi pouca. Mas no fim deu tudo certo.

Então paguei a taxa do sedex e saí do consulado crente que o Gilson iria estar lá. Mas claro que ele não estava né. Era mais ou menos 13h e eu soube depois que ele esteve lá às 11h com o Zimba, mas aí depois o Zimba foi pra um shopping perto pra esperar lá.

Como eu não sabia disso, ainda fiquei uns 15 minutos esperando. Tentando decidir o que fazer, porque eu estava sem celular e esqueci lindamente que tinha colocado o papel com o telefone do Zimba na minha carteira – que estava na bolsa, que estava com o próprio Zimba.

Daí resolvi atravessar a rua e perguntar pro cara da Banca de Revistas se tinha algum telefone público por perto. Ele disse que estavam todos quebrados, mas me emprestou o celular dele. Como eu não lembrava o telefone do Zimba, liguei para o meu celular, na esperança de que ele ouvisse e atendesse. Isso não aconteceu – soube depois que o celular, que estava na bolsa, estava no porta-malas do carro. Beleza. Decidi então ligar para o meu pai em Fortaleza, pra ele ver o telefone do Zimba que eu tinha deixado anotado e ligar pra ele, pra avisar que eu já tinha saído do consulado.

Deu certo. Meu pai falou com o Zimba e ele com o Gilson. Agradeci o cara da banca, comprei uma água dele pra fazer uma média e fui pra calçada do consulado, esperar de novo.

Quando o Gilson chegou era quase 14h já. Daí ele me levou pro Shopping Plaza, que era onde o Zimba estava. Quando encontrei o Zimba, uma das primeiras coisas que ele me pergunta é se eu peguei minha bolsa com o Gilson. E claro que eu não tinha pegado, porque estava crente que estava com o Zimba. Maravilha. Continuei sem celular. Por sorte eu tinha algum dinheiro no bolso, pelo menos.

Fomos então almoçar. Me controlei e não comi sanduiche, comi comida de verdade. Comemos no Tempero da Fazenda, tava muito bom e custou um pouco menos de R$ 15,00 (era self-service, meu prato deu umas 370g – achei caro). Daí depois a gente ficou rodando pelo shopping pra passar o tempo, pois queríamos assistir um filme às 16h40. Rodamos, rodamos. Fomos então na cafeteria São Bráz e o Zimba pediu um cappuccino pra ver se acordava. Tava gostoso, custou uns R$ 6,90 e tava bem cremosinho.

Deu umas 16h20 e nos dirigimos para o cinema. Nessa hora eu fiquei admirada da cara de pau do Zimba. Ele tem direito à meia-entrada no cinema porque é deficiente, mas eu estava sem carteirinha de estudante. Daí na hora de comprar os ingressos, ele pediu duas meias na maior e a mulher vendeu. Daí na hora de entrar, o carinha que confere os ingressos pediu a carteirinha. O Zimba então fingiu que estava procurando e disse “putz, a carteirinha!”. No fim das contas, o cara só disse “não, tudo bem, pode entrar”. E pronto, entramos O.o Fantástico. Como ele diz, tem que ter determinação.

O filme que assistimos foi Super 8. O cinema estava MUITO frio. Mas o filme compensou. Foi muito, muito bom. Não sei se sei contar a história. É tipo sobre um ET que está sob o domínio do governo dos EUA. Daí acontece um acidente no trem onde ele estava sendo transportado e ele foge. Só que bem na hora, um grupo de garotos (e uma garota) estava filmando um curta por perto e vê o acidente. Depois disso, começam a sumir pessoas da cidade e uma delas é a garota que estava participando das filmagens com os meninos. E aí eles vão tentar descobrir o que aconteceu e saem em busca dela. Enfim, muito bom mesmo. E lembrem-se de esperar pra ver, depois do filme, o resultado do curta que os meninos estavam gravando, que é tão bom quanto o filme em si.

Depois do cinema o Zimba ligou pro Gilson pra ele ir pegar a gente. Só que ele estava um pouco longe e ia demorar um pouco, então fomos rodar de novo pelo shopping (De novo! De novo!).

Finalmente quando o Gilson chegou, por volta de 20h, eu pude pegar minha bolsa e meu celular. Tinha somente 11 ligações  e 5 mensagens. As pessoas tudo querendo saber como foi no consulado, se tinha dado certo e já quase “arrancando os cabelos”, né Thicy?

Enfim, fomos pro apartamento do Zimba. Comemos e eu fui ajeitar as minhas coisas, porque no outro dia a Thicy ia chegar e eu ia pra casa da amiga dela (Shirley) com ela. O Zimba foi dormir cedo, porque tinha que ir trabalhar no outro dia (ele não trabalhou quarta nem quinta porque estava de greve) e eu continuei tentando ajeitar as coisas.

Não sei que horas fui dormir, acho que era mais de meia noite (de novo). No outro dia o Zimba me acordou umas 7h30 pra avisar que tava saindo pro trabalho.

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Autor:

Sou uma daquelas que escreve, apesar de não me considerar uma escritora. Sou viciada em intercâmbios, professora de Inglês, estudante de Letras e dona da Yuki.

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